quarta-feira, 9 de abril de 2014

INSTITUIÇÕES JUDICIÁRIAS EM TODO O PAÍS, TAMBÉM SÃO PARCIAIS E CONIVENTES COM OS QUE QUEREM SILENCIAR GRANDE PARTE DE JORNALISTAS BRASILEIROS, QUE OS DENUNCIAM POR PREVARICAÇÕES E DIREITOS SUBTRAÍDOS...



08/04/2014

Ministro Joaquim Barbosa
defende criação de marco legal
para regulação da mídia
                                                     Crédito:Arquivo/ABr
Ministro Joaquim Barbosa avalia que 
falta diversidade ideológica e racial na imprensa

Redação Portal IMPRENSA 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, defendeu na última segunda-feira (7/4) a criação de um marco legal de regulação dos meios de comunicação. O político avalia que falta diversidade ideológica e racial a jornais e emissoras do País.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o ministro negou que a defesa da regulação seja uma forma de censura à imprensa. Segundo ele, o marco legal auxiliaria juízes a solucionar conflitos entre os meios de comunicação e pessoas que eventualmente se sintam afetadas por algum tipo de informação. 

"Normatização, regulação, seja ela do Estado ou autorregulação, é importante. O que não deve haver é falta de qualquer regulação. Não defendo censura, nada disso. A vida social é feita de constantes choques e embates entre direitos, pessoas e grupos. Sem um balizamento normativo, seja ele do Estado ou mesmo dos próprios integrantes de um determinado sistema produtivo, aquele que tem a incumbência de resolver os conflitos entre esses grupos e essas pessoas tem dificuldade de fazê-lo", disse ele.

Barbosa disse ainda que falta diversidade na mídia, vista por ele como "muito quadradinha". "Precisamos de visões mais plurais e ver isso com mais naturalidade. Vocês não acham que a informação no Brasil não é repetitiva, obsessiva, cansativa às vezes? Todo mundo diz a mesma coisa", acrescentou.

Além disso, o presidente do STF afirmou que o Judiciário deve priorizar discussões como os crimes contra jornalistas, por se tratar de um ataque à liberdade de expressão.