quinta-feira, 18 de outubro de 2018

MAIS UMA VEZ, SEREMOS OS VITORIOSOS,...


FCO.LAMBERTO FONTES
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18 de OUTUBRO de 2018

Por 
Joaquim Ernesto Palhares



Gravemente atingido por décadas de perseguição midiática e, desde 2005, perseguição política e judicial, o PT se apresenta à sociedade brasileira neste segundo turno eleitoral, como uma via de centro-esquerda, em defesa da institucionalidade e da democracia, visando angariar o apoio de setores da centro-direita. A composição do verde-amarelo junto ao vermelho e a característica estrela em seu material de campanha, concorde-se ou não, passa uma mensagem clara.

Sejamos realistas. Embora ainda possamos ouvir “Paz, Pão e Terra!” e “Todo o poder aos Sovietes!”, um século nos distancia do Partido Operário Social Democrata da Rússia (POSDR) de Lênin e seus camaradas que conseguiram mobilizar uma massa de trabalhadores e camponeses, denunciando o latifúndio como o baluarte da opressão feudal e monárquica. “Terra para todos”, não é preciso dizer o quanto estamos distantes dessa realidade e da estratégia revolucionária, embora jamais tenhamos deixado de vislumbrar o horizonte da igualdade e da justiça social. 

Disso, ao contrário de muitos que desertaram, nós não arredamos pé.

A questão é que estamos muito mais próximos do nazismo que da revolução socialista. Devastada pela I Guerra Mundial e sugada pelas exigências do Tratado de Versalhes, a Alemanha tornou-se o palco da tragédia nazista, calcada, desde sua primeira hora, em radical anticomunismo. Goebbels soube, como ninguém, fazer do anticomunismo e, posteriormente, do antissemitismo, uma espécie de amálgama macabro das insatisfações populares. 

A banalidade do mal, identificada por Hannah Arendt e traduzida na incapacidade das pessoas de pensarem; a obediência cega à autoridade; a totalidade do discurso emocional a ponto de confundir as referências entre o bem e o mal, ecoam nestas nossas eleições dramaticamente. Em 1945, enquanto os russos entravam em Berlim, os nazistas se embebedavam, entocados em um bunker fedorento, segurando suas pistolas e pílulas de cianureto. Com anéis de judeus, retirados dos dedos de prisioneiros nos campos de concentração, Hitler e Eva Braun se casariam e depois cometeriam suicídio, seguido de Goebbels que também se mataria junto a sua esposa e filhos, crianças assassinadas pelos pais fanáticos. Como se recuperar de tamanho e macabro legado?

A Declaração dos Direitos Humanos de 1948, tão vilipendiada pelos apoiadores da extrema-direita brasileira, foi uma das tentativas neste sentido. O Estado de Bem-Estar Social que reergueu a Europa, também. Não sejamos ingênuos, o colonialismo e a hipocrisia do impedimento, hoje, de que refugiados entrem na Europa contam outra história não menos macabra. E o que dizer da Guerra Fria? O imperialismo norte-americano que se estendeu sobre a América Latina e sobre o nosso Brasil, mergulhando-nos em 21 anos de uma ditadura violenta e profundamente corrupta?

No Brasil, do Partido Comunista Brasileiro (PCB) fundado em 1922, passando boa parte de sua existência na ilegalidade, com Prestes entre suas lideranças, surgiu o Partido Comunista do Brasil (PC do B), em 1958, com João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar entre suas lideranças e de onde várias tendências de esquerda, marxistas e não marxistas, foram gestadas e desligadas do partido nos anos 1960/1970. O PT, por sua vez, fundado oficialmente em fevereiro de 1980, nunca foi um partido comunista ou revolucionário, mas o amálgama de anseios profundamente democráticos, das forças do movimento sindical e social, da intelectualidade, da igreja e dessas várias tendências de esquerda. 

A experiência da governabilidade nunca foi fácil. Em 1982, a esquerda dentro do PT vencia as eleições de Porto Alegre, com a liderança de Olívio Dutra. Foram dezesseis anos de governos ininterruptos na capital gaúcha, mais quatro anos de hegemonia no Rio Grande, com Olívio Dutra Governador, que acompanhei de perto, com direito a atos memoráveis como a criação do Fórum Social Mundial de Porto Alegre e com a construção do orçamento participativo, para trazer apenas dois exemplos.

Trinta anos depois, a partir do imenso aprendizado das experiências parlamentar e dos governos municipais e estaduais que conquistou, o PT chegou ao Governo Federal apresentando-se – como hoje se apresenta – como um partido de centro. Todos sabemos que nunca foi fácil. Desde sempre, o PT teve de lidar com a criminalização de suas lideranças, por uma mídia que nunca foi democrática. Quase ganhamos em 1989. Amargamos oito anos de neoliberalismo tucano e vencemos em 2002, transformando o país, a partir da adoção do neoliberalismo e do possível em termos de bem-estar social. 

O capitalismo, porém, mudou radicalmente ao expulsar a democracia do seu horizonte. O neoliberalismo não se sustenta mais na apropriação do nosso dinheiro. Os especuladores querem também os nossos direitos. E todos os direitos, sobretudo os democráticos, porque nenhum projeto neoliberal se sustenta nas urnas, vide o fracasso tucano nas últimas quatro eleições. Basta ver como a extrema-direita impede, com ajuda pesada dos marqueteiros de Trump, o debate programático e qualquer tipo de argumento lógico. Como os nazistas, eles se aproveitam do bode expiatório; estimulam a violência nas ruas; criam mentiras que são disseminadas pelas novas tecnológicas a milhões de brasileiros.

Os direitos democráticos, sociais, trabalhistas, individuais e coletivos correm sério risco hoje no Brasil. Caso Haddad não consiga angariar o apoio dos setores da centro-direita e da direita civilizada, eles serão entregues, embalados para presente, por Paulo Guedes nas mãos de poderes que estão muito além das fronteiras nacionais. Os avanços dos treze anos do PT, não tivessem sido ofuscados pelo antipetismo no jogo sujo da política midiática, nos dariam total possibilidade de angariar o voto da maioria, vide a profunda adesão a Lula nas pesquisas de intenção de voto. No domingo, 7 de outubro de 2018, porém, as urnas tornaram muito concretas as ameaças que sofremos. 

A tática de Bolsonaro de confundir os discursos, de criminalizar qualquer argumento minimamente razoável, vem dando certo. Daí sua recusa em participar de qualquer debate. Sua campanha se baseia na mentira, em confundir o leitor, apoiada não apenas nas fake news, mas em outra rede muito poderosa: as igrejas neopentecostais dos pastores midiáticos, agregados na TV Record, que investidos de autoridade religiosa influenciam o voto de milhões de pessoas. Impossibilitado de garantir que “a terra será de todos”, o PT, caso vença (e estamos todos nesta trincheira), terá de lidar com um aumento expressivo dos representantes da bancada do boi, da bala, da bíblia dos bancos e da mídia, mas este é outro problema que ansiosamente esperamos enfrentar em 2019.

Antes disso, precisamos vencer as eleições do dia 28 de outubro. E isso depende, agora, da atuação de cada um de nós dentro de nosso círculo de ação. A tarefa é hercúlea, mas é a única esperança que temos. Ninguém sabe o que acontecerá sob uma possível vitória fascista. Não se trata mais de partidos ou de lideranças neste momento, o que existe é um gigantesco movimento de resistência. Não é mais o PT, mas a História que nos convoca.

A luta não termina no próximo dia 28 de outubro, vencendo ou sendo derrotados. Em ambos os casos, teremos que nos unir e debater um pacto de convivência entre a esquerda, os progressistas e os sociais democratas, sabendo que todos os partidos do nosso campo, com assento no Congresso Nacional, não lutam pelo socialismo, mas por um estado de bem estar social, em outras palavras, para a ciência política, somos sociais democratas e creio que está na hora de assumirmos essa responsabilidade.

O povo brasileiro não pode pagar o preço de um discurso vazio. 

Viva a aliança democrática! 


segunda-feira, 30 de julho de 2018

MEGERA DOMÁVEL E DISFARÇÁVEL,...



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29 DE JULHO DE 2018


FERNANDO BRITO:

CÁRMEN LÚCIA SEMEIA 
ÓDIO PELO PAÍS
"As instituições, tem razão a senhora Ministra, estão funcionando. Funcionando como fábricas do ódio que a senhora diz ver por toda parte, distribuído com eficiência e sem parcimônia pelas redes sociais e pela mídia", aponta o editor do Tijolaço

Por Fernando Brito, no Tijolaço 


A Doutora Cármen Lúcia, presidente do STF e da República, enquanto Michel Temer desfila sua insignificância no exterior, veio falar, como é de sua preferência, a uma plateia de de empresários no Rio de Janeiro e deu algumas daquelas declarações de alta densidade filosófica, como não faria melhor o Conselheiro Acácio de Eça de Queiroz:

"Basta ter olhos a ver que estamos vivendo, não uma pátria mãe gentil, a falta de gentileza parece que está presente de todos nós. É preciso que nós recobremos basicamente a sermos filhos gentis para que essa pátria seja uma mãe gentil para todos".

Melhor não faria aquele simpático lunático, se me perdoam o eco, do profeta que desenhava seus dísticos como o famoso "Gentileza gera Gentileza".
Já nem sugiro à ministra que busque autores mais eruditos, como os Don & Ravel da ditadura e seus conselhos de que se 'plante uma flor/ pra florir nosso país /quem destrói a paz / não verá jamais/ um irmão feliz, em seu clássico "Só o amor constrói".

Bastaria apenas que Dona Cármem, em lugar de embarcar no carro de vidros escurecidos à saída da Associação Comercial, no Centro do Rio, percorresse algumas dezenas de metros entre camelô, pedintes ou gente embrulhada em farrapos de cobertor para ter ideia de que estes filhos da pátria são até muito gentis perto da forma que a mãe, que ela representa em sua pompa, as trata.

No encontro, a ilustre ministra, do alto de sua sapiência, disse que as 'instituições estão funcionando, apesar do momento de incerteza'.
Ah, sim, estão. No meio da maior crise político-institucional das últimas décadas, com o país ardendo numa crise sem tamanho, as autoridades judiciais do nosso país debatem-se numa intensa procura de...encontrar uma fórmula para dar forma "menos ilegal" ao auxílio-moradia...
Enquanto não se encontra, claro, "temos de manter isso", porque suas excelências ganham pouco, ao redor de apenas R$ 30 mil, o que já não dá para comprar ternos em Miami.

Chegamos ao ponto de ter de esperar um paquiderme (paquiderme, excelência, antes que me queira processar, quer dizer "pele grossa" ou "casca grossa" como falaria o povão) como o ministro Gilmar Mendes ser o porta-voz de um protesto que caberia a outros magistrados, menos "capangueiros", contra a estúpida investigação contra professores universitários, o novo reitor Ubaldo Cesar Balthazar e o chefe de gabinete da Reitoria da UFSC, pelo crime deste último ter aparecido alguns segundos enquanto estudantes exibiam uma faixa criticando uma delegada da PF e uma juíza.

As duas foram as responsáveis pela ridícula operação que arrastou o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier à humilhação, que o levaria ao suicídio.
(Sobre isso, aliás, informações novas no Blog do Marcelo Auler)
Dos neoministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fachin, até há pouco professores universitários, nem um pio. No caso do primeiro, ao menos, seu compromisso com a comunidade acadêmica parece ser apenas o de privatizá-la.

As instituições, tem razão a senhora Ministra, estão funcionando. Funcionando como fábricas do ódio que a senhora diz ver por toda parte, distribuído com eficiência e sem parcimônia pelas redes sociais e pela mídia.
Permito-me sugerir à ministra, se não lhe caiu bem a citação de Don & Ravel, buscar nos nos versos de Camões onde ele diz que um rei, meu xará, esteve a ponto de deixar destruir-se o reino por que "um fraco rei faz fraca a forte gente"

Quando um reino tem o ódio nas cortes, vai querer gentileza nas ruas?




sexta-feira, 27 de julho de 2018

UM "BODE EXPIATÓRIO", ENQUANTO A BANDIDAGEM GOVERNA O BRASIL,...


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27 DE JULHO DE 2018

DAMOUS:
MORO INCITA SABOTAGEM NAS ELEIÇÕES
 O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou em seu Twitter que o juiz Sérgio Moro não se contentou em incitar o crime de desobediência civil - em clara alusão às manobras de 8 de julho para o não cumprimento de um habeas corpus - e que, agora, ele 'incita a sabotagem nas eleições'; para Damous, Moro manifesta 'desfaçatez e cinismo em larga escala' e só vai 'perder a empáfia quando vier a pagar por seus crimes'

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou em seu Twitter que o juiz Sérgio Moro não se contentou em incitar o crime de desobediência civil - em clara alusão às manobras de 8 de julho para o não cumprimento de um habeas corpus - e que, agora, ele 'incita a sabotagem nas eleições'; para Damous, Moro manifesta 'desfaçatez e cinismo em larga escala' e só vai 'perder a empáfia quando vier a pagar por seus crimes'

acesse:


DODGE TENTA ACELERAR BANIMENTO DE LULA


segunda-feira, 2 de julho de 2018

O DIREITO À DEMOCRACIA,...



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1 DE JULHO DE 2018

“EU SEI COMO VOU PASSAR PARA HISTÓRIA”, DIZ LULA EM VÍDEO INÉDITO
Em vídeo gravado antes de sua prisão política e divulgado neste domingo (1º) nas redes sociais, ex-presidente Lula diz que sabe como passará para a História; "Eles não sabem como eles irão passar para a História. Eu sei. Eu sei que vou passar para a História como o presidente que mais fez inclusão social nesse país", diz; Lula avalia que está na situação de um inocente julgado para evitar que volte a fazer o melhor governo do Brasil; "E eu não sei se eles estão com a consciência tranquila para fazer esse serviço [tentar tirá-lo da disputa à Presidência], porque eles sabem que a História se constrói a longo de vários anos"; assista

247 - O perfil do ex-presidente Lula nas redes sociais divulgou neste domingo, 1º, vídeo inédito em que Lula avalia a perseguição contra ele e diz que sabe como passará para a História. 


"Eles não sabem como eles irão passar para a História. Eu sei. Eu sei que vou passar para a História como o presidente que mais fez inclusão social nesse país", disse Lula antes de sua prisão política em 7 de abril. 

"Eu não sei se eu estou numa situação difícil, ou se eles estão numa situação difícil", lamentou.

Lula diz que está na situação de um inocente julgado para evitar que volte a fazer o melhor governo do Brasil. 

"E eu não se se eles estão com a consciência tranquila para fazer esse serviço [tentar tirá-lo da disputa à Presidência], porque eles sabem que a História se constrói a longo de vários anos".

Assista:



sábado, 9 de junho de 2018

QUE OS TRAIDORES E VENDILHÕES DA PÁTRIA SE ACAUTELEM, POIS O POVO SABERÁ FAZER ACONTECER A JUSTIÇA,...



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9 DE JUNHO DE 2018 ÀS 05:37
O MANIFESTO DE LULA 
AO POVO BRASILEIRO
"Minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo", diz Lula, que lidera todas as pesquisas e vem sendo mantido como preso político em Curitiba para ser excluído do processo eleitoral; ontem, militantes do PT usaram máscaras no lançamento da sua candidatura

Por Luiz Inácio Lula da Silva

 Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.

Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.

De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.

Combatemos sem tréguas as injustiças. 

De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.

Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.

Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.

Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. 

Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.

Até hoje me pergunto: onde está a prova?

Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. 

Fui tratado sempre como inimigo.

Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.
Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.

Por isso me considero um preso político em meu país.

Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.

Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.

É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.

Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.
Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.

Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.

Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.
Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.
Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita. 

Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.

Está chegando a hora da verdade.

Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.

Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.

Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. 

Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.

A Petrobrás não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. 

A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. 

Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.

Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.

Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.

Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.

Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.

Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.
Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.

Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.

Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. 

Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.
Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.

Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.

Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.

Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.

Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.

Para alcançar este objetivo, temos de unir as forçasdemocráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.

Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo,posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança,para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.

E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.

Até breve, minha gente

Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 8 de junho de 2018