sábado, 24 de outubro de 2026

FOI JAIR BOLSTANARO ESCOLHER MINISTRO EVANGÉLICO PARA A SUPREMA CORTE, HAJA VISTA DO QUE ANDA ACONTECENDO POR LÁ... A IGNORÂNCIA RELIGIOSA SOBREPONDO LEIS E DIREITOS JUDICIAIS NO BRASIL...

  

LAMBERTO FONTES
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24.10.2026


A Grande Guerra

KASSIO NUNES QUER TIRAR 

O CANAL DO JANONES DO AR

Ministro quer que redes sociais façam o trabalho por ele

Leandro Demori

kASSIO NUNES PREPAROU A CAMA PRA TIRAR O CANAL DO JANONES DO AR NAS PRÓXIMAS HORAS

O ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, está pressionando as plataformas de redes sociais para derrubar o canal de WhatsApp de André Janones, que já conta com mais de 7 milhões de pessoas. Kassio pediu dados do canal do Janones no WhatsApp às empresas de tecnologia (Meta, Google e Twitter), que têm 24h pra responder. Em um procedimento que deveria, legalmente, ter sido encerrado, Kassio preparou a cama pra encontrar um motivo qualquer e derrubar ou silenciar o canal, pressionando as empresas a fazerem o serviço por ele.

Funcionários do TSE estão aterrorizados. Fontes ouvidas por mim relatam que vêem poucas chances de fazer valer a lei. Na palavra de uma delas, tanto Kassio quanto André Mendonça “estão descontrolados”.

Com a eleição apertada, o ministro Kassio deve ser decisivo na campanha, penalizando os esforços dos apoiadores de Lula a poucas horas da eleição, e favorecendo que posts de Flávio Bolsonaro cheguem a muitos milhões de brasileiros.

Situação dantesca

Depois de analisar um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para acabar com o canal, Kassio Nunes se viu impelido a decidir, literalmente, que não havia nada de errado. Afinal de contas, nem notícias falsas e nem “comportamentos inautênticos” (o uso de robôs) foram encontrados por lá. Leia o texto do próprio ministro, em um trecho do despacho.



Agora, em uma situação bizarra de submissão da lei brasileira à empresas privadas estrangeiras, Kassio provoca as empresas de tecnologia a avaliarem se o canal não infringe os próprios termos de uso das plataformas. Sim: como não conseguiu pela lei, Kassio submete a eleição brasileira aos caprichos de termos de uso escritos por burocratas do Vale do Silício. Coloca estes mesmos termos acima da Constituição brasileira.

O pulo está no item (f) de um despacho assinado por Kassio na tarde de hoje. O ministro mandou a Meta fazer um “exame técnico das publicações, orientações e demais condutas” do canal do Janones e apontar “eventuais infrações identificadas” conforme os termos de uso da própria plataforma. Em uma atitude inédita, o presidente do TSE provoca uma empresa privada para saber se ela está cumprindo termos que ela própria criou e que não tem força de lei.

Não contente em derrubar o canal no WhatsApp, Kassio pediu também para que o Google e X (Twitter) fizessem a mesma análise. A “acusação”: Janones teria pedido às pessoas que estão no canal para subirem hashtags no Twitter e FAZEREM BUSCAS NO GOOGLE com termos relacionados a Flávio Bolsonaro. Sim:

Não contente em derrubar o canal no WhatsApp, Kassio pediu também para que o Google e X (Twitter) fizessem a mesma análise. A “acusação”: Janones teria pedido às pessoas que estão no canal para subirem hashtags no Twitter e FAZEREM BUSCAS NO GOOGLE com termos relacionados a Flávio Bolsonaro. Sim:  o canal pode ser penalizado por pedir que as pessoas  SE INFORMEM SOBRE UM CANDIDATO.

Em resumo: se as empresas julgarem que o risco de manter o canal é muito alto (em termos de multas aplicadas pelo TSE e custo de reputação), a derrubada nem precisa de uma ordem judicial explícita. Basta a Meta agir sozinha, apagando o canal, com o TSE de mãos limpas.

Em resumo: se as empresas julgarem que o risco de manter o canal é muito alto (em termos de multas aplicadas pelo TSE e custo de reputação), a derrubada nem precisa de uma ordem judicial explícita. Basta a Meta agir sozinha, apagando o canal, com o TSE de mãos limpas.

Agora trata-se de uma corrida contra o tempo. As empresas têm 24 horas, até amanhã, para responder. Depois, partes e PGE têm mais 24 horas, até sábado, para se manifestar. Em seguida, “conclusos para decisão”, na véspera do segundo turno

 Leia a íntegra do documento:

Despacho Tse 0603214 33
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domingo, 11 de outubro de 2026

> MANIPULAÇÕES DA GRANDE MÍDIA EM "FAVOR" DE FLÁVIO BOLSONARO...

 


LAMBERTO FONTES
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11.10.2026

Edição 1409 por 

Francisco Fernandes Ladeira 
8 de outubro de 2026

Um dos maiores mitos do presente cenário político é a existência de um suposto antagonismo entre o bolsonarismo e os grandes grupos de comunicação do Brasil. No máximo, há uma divergência na chamada “pauta dos costumes”, sendo a grande mídia “liberal” – seguindo a ideologia identitária importada –, e os bolsonaristas “conservadores” (atualmente um eufemismo para quem odeia qualquer minoria). No que realmente importa – a questão econômica – ambos estão fechados em relação à aplicação da nefasta agenda neoliberal.

A parceria comunicacional é o principal ponto simbólico dessa aliança. Esqueçam as cenas de bolsonaristas raivosos agredindo jornalistas nos tempos da pandemia. Marinhos, Frias, Mesquitas, Abravanels, Saads e Bolsonaros sentam à mesma mesa (embora esses últimos não saibam usar os talheres).

Na análise lexical sobre a cobertura midiática hegemônica da eleição presidencial, o termo “extrema direita”, por exemplo, não foi usado para se referir ao posicionamento ideológico da chapa de Flávio Bolsonaro. Do mesmo modo, oito anos atrás, a candidatura do pai, Jair, foi tratada como “conservadora”. Na época da anteriormente mencionada pandemia da Covid-19, para forjar uma postura pseudocrítica, alguns articulistas até usaram extrema direita, mas logo abandonaram a classificação.

Essa atual estratégia comunicacional tem um objetivo nítido: transformar Flávio no “bolsonarista moderado”, remetendo a título de um infeliz artigo de Joel Pinheiro da Fonseca. Assim, o candidato do PL foi vendido como alguém civilizado, que poderia até saber usar garfo e faca.

Além disso, pautar a agenda pública com assuntos favoráveis ao bolsonarismo foi a tônica dos últimos meses. Consequentemente, em vez de levantar questões concretas para a melhoria de vida da população, o debate político teve como focos a segurança pública tratada sob uma visão moralista e o STF supostamente ligado ao PT, entre outros distracionismos.

Nesta segunda, dia 5 de outubro, o editorial de O Globo cinicamente sugeriu um segundo turno para Lula e Flávio debaterem propostas. Mas a própria grande mídia contribuiu para a despolitização da eleição. Lembrando os jogos de voleibol, a imprensa hegemônica levanta a bola para o bolsonarismo cortar. Neste pleito, as fake news dos tiozões do zap foram abastecidas pelos autointitulados jornalistas profissionais. Quanta ironia!

A cobertura midiática sobre a não realização do último debate entre presidenciáveis na Rede Globo ilustra este argumento. Ao noticiar que o debate foi cancelado por “insegurança jurídica” e criticar a ingerência do STF (que nada mais fez do que desmontar a farsa criada para Flávio Bolsonaro se destacar no debate), a emissora carioca forneceu o combustível ideal para os delírios do tipo “ditadura do STF/PT”. Nessa lógica, foi construído o capcioso discurso da ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas por causa da “censura” ao debate atribuída ao PT.

Ainda sobre as últimas sondagens presidenciais, o uso da expressão “onda de direita”, para definir o crescimento bolsonarista, foi o incentivo midiático para os eleitores da extrema direita e também para os indecisos. Uma explícita convocação para derrotar o PT já no primeiro turno.

No dia da eleição (4/10), articulistas da grande mídia comemoravam o fato de o pleito, diferentemente do anterior, ter ocorrido de forma pacífica, como se os cães raivosos da extrema direita deixassem de lado o radicalismo e, do nada, passassem a aceitar as regras do jogo. Mais uma vez foi reforçado o perfil bolsonarista moderado. Nessas horas de dobradinha, o gado não brada mais o mantra GloboLixo.

Por outro lado, o apoio ao bolsonarismo não está presente apenas no que se noticia, mas, sobretudo, no que é ocultado. Como exemplo, podemos citar que a grande mídia não repercutiu a matéria do site PlatôBR, que revelou uma série de elementos comprometedores para o presidenciável do PL, como orgias bancadas com dinheiro de origem suspeita, mimos de luxo recebidos de parceiros lobistas e uma operação para levar interesses de um “cliente” a Kassio Nunes Marques, ministro do STF. Não se trata de falso moralismo, mas não é difícil concluir que a linha editorial seria outra se o caso fosse relacionado a Lula.

Uma máxima marxista diz que o fascismo é a carta na manga que a classe dominante possui quando a chamada “democracia burguesa” não dá mais conta de manter os lucros do grande capital e conter o proletariado. Dessa forma, para a mídia hegemônica, representante dessa classe dominante, o importante é a roda do capital girar. Não importa se o presidente sabe usar talheres e falar francês, como foi Fernando Henrique Cardoso, ou se senta à mesa e “come com a mão”, como qualquer bolsonarista.

***

Francisco Fernandes Ladeira é Pesquisador de pós-doutorado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMG) – campus Ouro Preto. Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Autor do livro “Palestina na geopolítica global pós-2023: narrativas e contranarrativas” (Editora CRV).


sábado, 3 de outubro de 2026

O MAIOR ELEITORADO DOS ÚLTIMOS 26 ANOS...

       

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03.10.2026

DIFÍCIL ACONTECER SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL


https://www.youtube.com/live/tX7rPD7O-Eo?si=n-3zOFAbelslag5f 



sábado, 12 de setembro de 2026

O SISTEMA FINANCEIRO É A AGIOTAGEM... AS MÁFIAS NO BRASIL ESTÃO EM PLENA OCUPAÇÃO NO SETOR VAREJISTA. PRINCIPALMENTE NO COMÉRCIO DE MÓVEIS E ELETRO DOMÉSTICOS.

        

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02 / 07 / 2026


O MASTER É REGRA E NÃO EXCEÇÃO" 

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