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8 de Setembro de 2015
DEFENSOR DO GOLPE,
PAULINHO VIRA RÉU
NO STF
Deputado e fundador do Solidariedade, Paulo Pereira
da Silva (SP) responderá por ação penal por formação de quadrilha, lavagem de
dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional; Paulinho da Força foi
denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na Operação Santa
Tereza, da Polícia Federal, que investigou desvios de recursos do BNDES;
parlamentar já chegou a dizer que Dilma Rousseff deveria estar na prisão e,
nesta segunda-feira 7, um dia antes de se tornar réu, pediu a renúncia da presidente;
ele tem participado com frequência de manifestações em defesa do impeachment;
no STF, o deputado já é julgado por outro processo,
pelo qual pode pegar 15
anos de prisão.
247 – O deputado federal Paulo Pereira da Silva
(SP), fundador e presidente do partido Solidariedade, se tornou réu por ação
penal aberta nesta terça-feira 8 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O
parlamentar responderá por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime
contra o sistema financeiro nacional.
Paulinho da Força, como é conhecido por sua ligação com a Força
Sindical, foi denunciado por envolvimento na Operação Santa Tereza, da Polícia
Federal, que investigou desvios de recursos do BNDES. O Supremo decidiu aceitar
a denúncia contra o parlamentar, apresentada pelo Ministério Público Federal,
que acredita que ele se beneficiou do esquema.
O deputado já é julgado pelo Supremo por falsificação de
documento particular, falsidade ideológica e estelionato, em um caso que pode
resultar, caso haja condenação, em uma pena de até 15 anos de prisão.
Nesse
episódio, o deputado e outras 11 pessoas são acusadas de superfaturar em 77% a
compra de uma fazenda para implementação de um projeto de reforma agrária.
O deputado vem sendo uma das principais vozes a favor do golpe
contra a presidente Dilma Rousseff, inclusive participando de protestos contra
o governo e o PT e em defesa do impeachment.
Paulinho já chegou a dizer que Dilma
deveria estar na prisão.
Nesta
segunda-feira 7, Dia da Independência, o Solidariedade pediu a renúncia de
Dilma pelo Facebook.
Mais informações na
reportagem da Agência Brasil:
STF abre ação penal contra
deputado Paulinho da Força
André
Richter - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu hoje
(8) ação penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP),
conhecido como Paulinho da Força Sindical.
Por unanimidade, os ministros
receberam denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por
entenderem que há provas do cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro e
contra o sistema financeiro nacional.
De acordo com a procuradoria,
o parlamentar foi beneficiário de um esquema de desvios de dinheiro em
empréstimos de financiamento entre o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), a prefeitura de Praia Grande (SP) e as Lojas
Marisa.
Os fatos foram investigados
na Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal em 2008.
Segundo a acusação, o esquema
de desvios ocorria por meio da falsificação de notas fiscais para tentar
explicar a aplicação do dinheiro repassado pelo banco, cujos montantes eram
divididos entre os envolvidos. De acordo com a denúncia, os crimes eram
facilitados por João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado e ex-integrante da
Força Sindical no conselho do BNDES.
Segundo o subprocurador Paulo
Gonet, o valor cobrado nos contratos era 4%. "O denunciado [deputado], em
troca de favores políticos, recebia uma parte das comissões. Que era paga à
quadrilha e beneficiários desses empréstimos concedidos pelo BNDES",
disse.
Para o ministro Teori
Zavascki, relator da ação penal, conversas telefônicas gravadas pela Polícia
Federal indicam que houve o desvio dos recursos.
Segundo o ministro, planilhas
manuscritas e cheques apreendidos mostram a divisão dos valores, que foram
recebidos por intermédio de consultorias inexistentes e depositados na conta da
ONG Meu Guri, ligada ao deputado, para ocultar a origem dos recursos.
"A denúncia apontou que
a suposta associação criminosa seria composta, entre outros, pelo acusado
[Paulinho], que se utilizaria sua influência junto ao BNDES para conseguir
aprovação do financiamento, cobrando como contrapartida, comissões, que
variavam de 2% e 4% do valor financiado.
A influência exercida
decorreria dos cargos ocupados pelo acusado, deputado federal, e de presidente
da Força Sindical", disse o ministro.
Advogado do parlamentar,
Marcelo Leal afirmou que os e-mails que constam nas investigações provam que os
serviços da empresa de consultoria Probus, acusada de falsificar as notas,
foram efetivamente prestados."O paciente não teve participação nos
supostos fatos delituosos", afirmou Leal.

