quinta-feira, 18 de abril de 2013

Redação Portal IMPRENSA 18/04/2013

Assassinato de jornalistas 

deixam imprensa de Ipatinga (MG) em pânico


O assassinato do fotógrafo freelancer do jornal Vale do Aço, Walgney Assis Carvalho, ocorrido no último domingo (14/4), 37 dias após a execução do repórter Rodrigo Neto, da mesma publicação, disseminou o clima de pânico e insegurança em Ipatinga (MG). As duas vítimas eram especializados em coberturas policiais e morreram de formas semelhantes.

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Crédito:Divulgação
Morte de fotojornalista e repórter de jornal mineiro deixam clima de pânico na imprensa da cidade
De acordo com O Globo, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência está avaliando se outros jornalistas estão "marcados para morrer" para incluí-los no Programa Nacional de Proteção a Vítimas e Testemunhas.

“Os crimes contra profissionais da comunicação em todo o país, mas muito especialmente no Vale do Aço, neste momento, representam um atentado à liberdade de expressão e aos Direitos Humanos. O Brasil, como país democrático e com uma imprensa livre, não pode conviver com essa realidade”, afirma trecho do comunicado.

Segundo um repórter experiente em coberturas policiais na região, que pediu anonimato, "a barra está pesada". "Com as informações de que outros jornalistas estariam numa lista de morte, a situação hoje chegou ao limite. Não se fala em outro assunto na cidade, mas o assunto só rende nas rodas de conhecidos, pessoalmente. Por telefone, é bom evitar", disse.

Mesmo com as denúncias de envolvimento de policiais nos crimes, as investigações estão sendo feitas pelas polícias Militar e Civil, sem a participação do Ministério Público de Minas. "Temos quatro delegados e dez investigadores trabalhando, mas sem suspeitos até agora", explicou Wagner Pinto, chefe da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte (MG).

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas defende que Carvalho foi morto porque teria informações sobre o assassinato do colega, e que a execução de Neto tem relações com pelo menos 20 homicídios cometidos na região desde 1992. A comissão suspeita ainda da existência de um grupo de extermínio formado por policiais.