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NOTÍCIAS
Ubá vai sediar encontro regional
do Seminário Águas de Minas
Despejo de esgoto,
ocupações irregulares
e racionamento de água
impactam cidades da Zona da Mata.
Durante o encontro regional, será apresentado um
panorama sobre a situação dos recursos hídricos na região, a partir de
diagnóstico formulado peloscomitês de
bacias hidrográficas e pelo Instituto Mineiro de Gestão das
Águas (Igam).
Após as exposições, serão constituídos grupos de
trabalho a fim de consolidar propostas relacionadas à temática do evento. As
proposições serão encaminhadas para a plenária final, a ser realizada em Belo
Horizonte entre 29 de setembro e 2 de outubro.
O nome “Águas de Minas III” remete a seminários
anteriores da ALMG, realizados em 1993 e 2002. Há pelo menos duas décadas, o
Parlamento mineiro busca, em conjunto com a sociedade, debater o tema e apontar
caminhos para as políticas públicas do setor.
Em parceria com
órgãos do poder público, entidades sindicais, empresariais e movimentos
sociais, o seminário vai abordar, nesta edição, questões como crise hídrica,
gestão dos recursos hídricos, saneamento básico e usos da água na mineração,
indústria, agricultura e geração de energia. Faça sua inscrição aqui.
Despejo de esgoto bruto gera impactos e onera custo
de tratamento da água
O encontro regional de Ubá vai abordar o
agrupamento de bacias do Rio Paraíba do Sul, composto pelas unidades de
planejamento e gestão dos recursos hídricos: as bacias hidrográficas dos Rios
Pomba e Muriaé, Preto e Paraíbuna. Os impactos do lançamento do esgoto bruto,
da redução do nível das represas e o aumento de ocupações irregulares vêm
preocupando os comitês da região.
Os problemas já foram apontados no relatório final
da Comissão Extraordinária das Águas da 17ª Legislatura. Durante
audiência pública realizada em Juiz de Fora, no dia 14 de outubro de 2013, o
Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e Paraibuna
destacou que os mananciais e nascentes da bacia estão em risco devido
justamente à poluição, ao impacto de obras públicas e às ocupações irregulares.
Conforme o texto, a bacia tem sido degradada de
forma difusa. Além do despejo de esgoto bruto, estão presentes outros fatores
poluentes como agrotóxicos, lixo, óleo e queimadas.
O relatório aponta que, mesmo nas poucas cidades
que possuem uma estação de tratamento, como Juiz de Fora, a capacidade de
tratar o esgoto gerado é de apenas 10%.
Segundo a presidente do Comitê de Bacia
Hidrográfica dos Rios Pomba e Muriaé, Maria Aparecida Borges Pimentel Vargas, o
lançamento de resíduos nos rios reduz significativamente a qualidade da água e
onera o custo de seu tratamento.
Maria Aparecida afirma que a degradação causada
pelo despejo de esgoto sem tratamento, além de gerar impactos ambientais, torna
ainda mais difícil a remoção de impurezas, partículas de sujeira e
contaminantes da água, a fim de prepará-la para o consumo. Dessa forma, quanto
maior o nível de poluição, mais onerosas serão as etapas de tratamento
efetuadas por empresas como a Copasa.
Para recuperar os cursos d'água, despoluí-los e
preservar aqueles que ainda não foram comprometidos pela degradação, o comitê
têm trabalhado com os gestores locais com o objetivo de fomentar a elaboração
dos planos municipais de saneamento básico, instrumento de planejamento que
estabelece diretrizes para a prestação de serviços na área: “Hoje somente três
municípios da bacia realizam tratamento do esgoto, mas estão em andamento 184
planos”, afirmou a presidente.
Racionamento e ocupações irregulares preocupam
comitê do Rio Preto e Paraíbuna
Além da poluição dos cursos d'água, a escassez de
chuvas têm forçado os municípios situados na Bacia do Rio Preto e Paraíbuna a
adotar medidas como o rodízio do abastecimento público, alerta o presidente do
comitê, Matheus Machado Cremonese. Segundo ele, Juiz de Fora implantou o
racionamento de água desde setembro de 2014 e outros municípios menores já
estão utilizando caminhões-pipa.
Também preocupa o presidente a existência e proliferação,
na região, de ocupações irregulares no entorno das áreas de mananciais. Matheus
afirma que não se trata de assentamentos ou construções precárias, mas de
condomínios e sítios que utilizam o espelho d'água (superfície contínua de
lagos, barragens, açudes, dentre outros) para natação, navegação de barcos e
despejo de resíduos: “Essas edificações às margens dos cursos d'água geram
impactos relevantes como a perda das matas ciliares, que fazem a proteção dos
rios”.
Outro problema apontado pelo gestor, ao longo de
toda bacia, é a perda de áreas de recarga (áreas onde há infiltração de águas
de chuva, evitando o seu escoamento e recarregando os lençóis freáticos).
Segundo Matheus Cremenose, isso acontece devido, por exemplo, a atividades
agrícolas “mal conduzidas”, em que os procedimentos não observam medidas
sustentáveis.
Contingenciamento de recursos – O presidente do Comitê de Bacia do Rio Preto e
Paraíbuna disse ainda que poucos projetos que visam à recuperação das áreas
degradas, preservação de nascentes ou implementação de saneamento básico, entre
outros, são contemplados pelos recursos provenientes do Fundo de Recuperação,
Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de
Minas Gerais (Fhidro).
De acordo com Matheus, às vezes, as ações propostas
nos projetos ficam inviabilizadas porque não são aprovadas pelo Fhidro em
função de um equívoco na elaboração do documento ou por causa da não entrega de
uma certidão. "Isso poderia ser facilmente resolvido, não seria necessário
invalidar todo o processo”, lamenta.
Outro entrave seria o contingenciamento dos
recursos. Conforme o gestor, todo valor arrecadado com a cobrança pelo uso da
água na região deveria ser destinado aos comitês. No entanto, como o montante é
creditado na conta única do Estado, o repasse é contingenciado, o que dificulta
a atuação dos comitês, alega Matheus Cremonese.
Bacias –
De acordo com dados do Igam, a Bacia Hidrográfica dos Rios Pomba e Muriaé
abrange 68 sedes municipais e apresenta área de drenagem de 13.552 km². A bacia
possui uma população estimada de 776.608 habitantes. O clima na bacia é
considerado semi-úmido, com período seco entre quatro e cinco meses por ano. Já
a Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e Paraibuna está
inserida na mesorregião sul-sudoeste e abrange 22 sedes municipais. Ela
apresenta área de drenagem de 7.222 km², com uma população estimada de 561.952
habitantes.
Confira a programação do evento:
Horário
|
Atividade
|
8 horas
|
Credenciamento
|
9 horas
|
Abertura
|
9h30
|
Apresentação do panorama hídrico regional
Instituto
Mineiro de Gestão das Águas (Igam)
Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) |
10h30
|
Apresentação dos agrupamentos temáticos e da
dinâmica dos trabalhos
|
11 horas
|
Grupos de trabalho
Discussão
e aprovação de propostas
Eleição dos representantes regionais |
12 horas
|
Intervalo para almoço
|
13h30
|
Continuação dos Grupos de Trabalho
|
16h30
|
Apresentação das propostas e dos representantes
eleitos nos Grupos de Trabalho
|
17 horas
|
Encerramento
|
Tópicos:
Seminário Águas de Minas
realiza reunião em Poços
de Caldas
Recuperação de áreas degradadas
e preservação de nascentes dependem
de
trabalho integrado entre comitês e
poder público.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)
promove, nesta quinta-feira (6/8/15), o encontro regional do Seminário Águas
de Minas III - Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade no
município de Poços de Caldas (Sul). O evento será realizado a partir das 9
horas, no Espaço Cultural da Urca (Praça Getúlio Vargas, s/n, Centro).
Durante o encontro regional será apresentado um
panorama sobre a situação dos recursos hídricos na região, a partir de
diagnóstico formulado pelos comitês de
bacias hidrográficas e pelo Instituto Mineiro de Gestão das
Águas (Igam).
Após as exposições, serão constituídos grupos de
trabalho a fim de consolidar propostas relacionadas à temática do evento. As proposições
serão encaminhadas para a plenária final, a ser realizada em Belo Horizonte,
entre 29 de setembro e 2 de outubro.
O nome “Águas de Minas III” remete a seminários
anteriores da ALMG, realizados em 1993 e 2002. Há pelo menos duas décadas, o
Parlamento mineiro busca, em conjunto com a sociedade, debater o tema e apontar
caminhos para as políticas públicas do setor. Em parceria com
órgãos do poder público, entidades sindicais, empresariais e movimentos
sociais, o seminário vai abordar, nesta edição, questões como crise hídrica,
gestão dos recursos hídricos, saneamento básico e usos da água na mineração,
indústria, agricultura e geração de energia. Faça sua inscrição aqui.
Recuperação de áreas degradadas depende da
integração de instituições
Desmatamentos das matas ciliares, degradação da
biodiversidade, contaminação por agrotóxicos, uso desordenado dos recursos
hídricos, despejo de resíduos domésticos e industriais são apontados como os
principais problemas enfrentados pelos comitês de bacia da região. Durante o
quinto encontro regional em Poços de Caldas, serão abordados especificamente o
cenário hídrico e as demandas das bacias que compõem o Rio Grande e
Piracicaba/Jaguari.
O relatório final
da Comissão Extraordinária das Águas da 17ª Legislatura registra
a realização de audiência pública na cidade, em 5 de junho de 2013. Conforme o
documento, cursos d'água dos municípios da bacia vêm recebendo grande volume de
esgoto bruto, o que endossa a preocupação dos comitês. O relatório aponta que,
só em Poços, 70% dos resíduos estariam sendo lançados nos rios. Das três
estações de tratamento de esgoto (ETEs) existentes na cidade, duas não estariam
funcionando.
Para a presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica
do Médio Rio Grande, Tereza Cristina de Faria Kraüss Pereira, a recuperação e
preservação dos recursos naturais passa pela consolidação da articulação entre
os comitês, as instituições que atuam em prol do meio ambiente e o poder
público: “Participar de seminários como o da ALMG proporciona justamente essa
oportunidade de discutir e integrar a atuação das instituições”, afirmou Tereza
Pereira.
Dentre as medidas adotadas pelo comitê do Médio Rio
Grande, Tereza Cristina destacou a elaboração do zoneamento ambiental (Projeto
Grande Minas-União pelas Águas) da área de abrangência do comitê. O estudo
realizado resultou em informações que vão fomentar o plano diretor da bacia,
que subsidiará a gestão dos recursos na região.
Ela também ressaltou a apresentação de projetos
para aprovação do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável
das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), em parceria com
agricultores, empresas, Ministério Público, prefeitura e pesquisadores, que
visam recuperar áreas de recarga hídrica, degradadas e implementar a
revegetação de matas ciliares e demais áreas de preservação permanente (APPs).
Falta de estrutura e atraso em repasses dificultam
atuação dos comitês
“Falta de estruturação física, de suporte
financeiro e excesso de burocracia nas prestações de contas dificultam as ações
do comitê, que está sem convênio desde setembro de 2014”, relatou Tereza. Os
comitês de bacia hidrográfica devem receber, de acordo com previsão legal, 7,5%
do montante arrecadado na cobrança pelo uso da água. Mas os convênios pelos
quais seriam feitos os repasses estão suspensos.
Essa também é uma preocupação de Cláudio Heitor
Oliveira, presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Rio Grande. Ele
disse que o comitê não tem qualquer fonte de captação de recursos há cinco
meses. “Não contamos nem mesmo com o repasse do Fhidro”, lamentou. Oliveira
explicou que, como o comitê não possui personalidade jurídica, a obtenção do
financiamento de suas ações só é possível por meio de convênios.
Segundo o presidente, os membros do comitê estão se
esforçando para que as reuniões periódicas tenham continuidade. Ele contou que
estão buscando ainda a adesão das câmaras municipais da região a fim de
consolidar o plano diretor da bacia, instrumento de planejamento cujo objetivo
principal é fundamentar e nortear a implementação das Políticas Nacional e
Estadual de Recursos Hídricos e o gerenciamento a curto, médio e longo prazos.
As bacias –
Segundo dados do Instituto Mineiro Gestão das Águas (Igam), a Bacia
Hidrográfica do Alto Rio Grande é composta por 33 municípios, com área de
drenagem é de 240 km de extensão e uma população de 365 mil habitantes. Já a
Bacia Hidrográfica do Médio Rio Grande está situada na região do reservatório
de Peixoto e do ribeirão Sapucaí, na mesorregião Sul-Sudoeste, apresentando uma
área de drenagem de 9.856 km². A bacia abrange 18 sedes municipais, totalizando
uma população de 291.874 habitantes. O clima na bacia é considerado semi-úmido,
apresentando de quatro a cinco meses secos por ano.
A Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba e Jaguari
abrange um total de quatro sedes municipais, com população de 52.339
habitantes, numa área de drenagem de 1.161 km². A bacia se destaca pela
contribuição dada ao Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água
a aproximadamente 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo.
Confira a programação do evento:
Horário
|
Atividade
|
8 horas
|
Credenciamento
|
9 horas
|
Abertura
|
9h30
|
Apresentação do panorama hídrico regional
Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam)
Comitês de Bacias Hidrográficas
(CBHs)
|
10h30
|
Apresentação dos agrupamentos
temáticos e da dinâmica dos trabalhos
|
11 horas
|
Grupos de trabalho
Discussão e aprovação de propostas
Eleição dos representantes regionais |
12 horas
|
Intervalo para almoço
|
13h30
|
Continuação dos Grupos de Trabalho
|
16h30
|
Apresentação das propostas e dos
representantes eleitos nos Grupos de Trabalho
|
17 horas
|
Encerramento
|
Tópicos:
DESAFIO CIDADÃO:
QUAL SERÁ O POLÍTICO ELEITO EM NOSSA CIDADE QUE BUSCARÁ JUNTO À ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS A FEITURA DE UM ENCONTRO AQUI, PARA DISCUSSÃO DO QUE FAZER PARA PROTEGER AS ÚLTIMAS NASCENTES D'ÁGUA PURA EM NOSSO MUNICÍPIO???
OS ELEITORES ESTARÃO ATENTOS
NO PRÓXIMO ANO ELEITORAL...

