
Trabalha em JORNALISMO INTERATIVO
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14 de Setembro de 2015
é editor do blog Palavra
Livre
Eu fico espantado com a leviandade e a irresponsabilidade da
oposição de direita no Brasil, liderada na esfera política pelo PSDB e seus
aliados, DEM e PPS, bem como em âmbito empresarial pelos magnatas bilionários
de imprensa e seus empregados de confiança, que há anos se transformaram apenas
em replicadores do pensamento patronal, ou seja, jamais pensar o Brasil, mas,
acima de qualquer coisa, pensar em seus patrimônios, bolsos e contas bancárias.
No Brasil se tornou lugar comum ficar
inconformado com a vitória eleitoral de Dilma Rousseff, do PT, à Presidência da
República. E por causa disto, a extrema direita e a direita conspiram
diuturnamente para derrubar a mandatária e, por sua vez, movimentam-se em mil
estrepolias de caracteres golpistas para efetivar um modo operante, no sentido
de fazer com que Dilma seja impedida de terminar seu mandato conquistado
legalmente nas urnas.
A direita herdeira da escravidão é tão
sórdida e reacionária às mudanças acontecidas no Brasil nos últimos 13 anos,
que mal cabem em seu balaio de patifarias e cafajestadas as investidas para dar
cabo a uma presidente que não cometeu quaisquer crimes. Pelo contrário, se tem
alguém que mais combateu a corrupção esta pessoa é exatamente Dilma Rousseff,
por intermédio da Polícia Federal, corporação subordinada ao Ministério da
Justiça, que oficialmente responde diretamente à Presidência da República e não
ao PSDB, à Globo, à Veja ou à Folha.
O golpismo histérico, ao tempo que
perigosamente manipulado por uma oposição partidária apoiada por setores
conservadores do Estado, a exemplo de juízes, de promotores e de policiais
federais, que, irresponsáveis e oportunistas, tentam colocar em xeque as
instituições republicanas, cujo o propósito é efetivar uma instabilidade
político-institucional, que favoreça a criação de um clima de ameaças,
intimidações, calúnias, difamações e violências, ou seja, a essência do golpe,
como já ocorreu no Brasil em 1964, 1961, 1955, 1954, 1945, 1938 e 1932, quando
a direita partiu para cima da ordem constitucional e demonstrou,
inequivocadamente, que o é selvagem.
Trata-se do "Consórcio do Golpe", representante autêntico e natural da casa
grande, da burguesia nacional e da plutocracia, em âmbito mundial.
Tal consórcio tenta, sobretudo, inviabilizar o Governo Dilma,
desconstruir a imagem de Lula, criminalizar o PT, judicializar a política e,
principalmente, fazer com que o País esqueça que nos governos petistas
aconteceram avanços na economia, com inclusão social.
Exatamente isto: a casa grande e seu sistema midiático
replicador de seus interesses e pensamentos quer, mais do que tudo, que o povo
esqueça que sua vida melhorou, como nunca antes aconteceu neste País.
E como realizar este processo draconiano?
Por intermédio de uma propaganda sistemática, diuturna e sem
trégua pelos meios de comunicação privados e associados ao grande empresariado
nacional e internacional, bem como subalterno aos governos dos países
dominantes, a exemplo dos Estados Unidos e de menos de meia dúzia de países da
Europa Ocidental.
Percebe-se, contudo, uma certa
delinquência no ar, perpetrada por políticos histriônicos, alguns de condutas e
propósitos nitidamente fascistas, que facilitam a criação de uma atmosfera
política poluída por embates e acusações de toda monta, no que diz respeito a
não permitir a efetivação de diálogos, que teriam por objetivo estancar uma
crise política criada pelos perdedores das eleições presidenciais de 2014.
Não é possível as instituições
republicanas serem tão permissíveis ao ponto de a direita brasileira, uma das
mais sectárias e perversas do mundo, passe a criar crises a seu bel-prazer, a
se aproveitar de factoides criados pela imprensa de negócios privados, a partir
de vazamentos de inquéritos, delações, acordos e investigações realizados por
juízes, inclusive os de primeira instância, promotores e delegados da Polícia
Federal e sacramentados por delatores, muitos deles, também, velhos conhecidos
de tucanos, a exemplo de Fernando Baiano, Marcos Valério e Alberto Yousseff,
dentre muitos outros, que esperam diminuir suas penas e, pressionados, se
deixam levar pela ansiedade e angústia de sair o quanto antes da cadeia.
Delações
de pessoas que foram presas sem suas culpabilidades comprovadas, mas
trancafiadas mais tempo do que o estipulado por lei, como forma de pressão para
abrir a boca e delatar qualquer um, muitas vezes conforme os interesses de
policiais, promotores e juízes que estão, inadvertidamente, a fazer política, a
intervir no processo democrático e a combater, como servidores públicos e de
dentro do Estado nacional, o governo trabalhista de Dilma Rousseff.
Realmente, tal estratégia oposicionista
se tornou uma forma efetiva de cooperar com a oposição de direita liderada
pelos tucanos do PSDB, que no Brasil são inimputáveis, bem como a maioria da
povo brasileiro, mesmo a perceber a tamanha desfaçatez e ignomínia, é tratada
como idiota por essas pessoas com cargos e funções de poder e mando. Ponto.
Além dos mais, tais servidores acusados
de corrupção, como ocorreu na Petrobras, foram aprovados em concursos no fim da
década de 1980 e início dos anos 1990, o que, sobremaneira, põe por terra a
crença de que a corrupção na maior estatal brasileira começou nos governos
trabalhistas de Lula e Dilma.
Pura balela e mentira da imprensa familiar e da oposição tucana.
Quem
assinou decretos draconianos, mudou regras e normas da Petrobras, a sucateou,
paralisou seus investimentos, afundou a maior plataforma do mundo, a P-36,
privatizou subsidiárias, quebrou o monopólio do Estado nacional e negociou
ações na bolsa de Nova Iorque foi o Neoliberal I, também conhecido como o
Príncipe da Privataria ou simplesmente Fernando
Henrique Cardoso, aquele presidente tucano e sociólogo que não entende nada
de povo, que vendeu 125 empresas públicas e mesmo assim foi ao FMI três vezes,
de joelhos, sem sapatos, de olhos baixos, humilhado e com o pires nas mãos,
porque quebrou o Brasil três vezes.
E ainda tem coxinha paneleiro de barriga cheia, analfabeto
político e desconhecedor da história que considera o FHC um gênio.
Durma-se com um barulho desses...
O fato é que o Brasil está a ser vítima
do Consórcio do Golpe, que tem a
ousadia de tentar em todas as esferas possíveis desmoralizar o Governo
Trabalhista e impedir que ele trabalhe em prol do desenvolvimento do País e de
todos os brasileiros, principalmente os mais pobres — os que podem menos.
O Brasil caiu em uma armadilha e não consegue sair dela, por
enquanto. Porém, vai sair, porque governo é governo, e este fato é inexorável.
A agenda da direita e da hora é a Lava
Jato, como o foi o "mensalão" do PT, que até hoje, juridicamente e
legalmente, não foi comprovado. Este caso dá a impressão que está a se
perpetuar. Contudo, como já ensinava o provérbio popular:
"Não há bem que
sempre dure, nem mal que nunca acabe".
Nota-se que a direita está eufórica e histérica. A verdade que
os conservadores e os fascistas estão fora de controle e, com efeito, passaram
a atacar violentamente todos aqueles que não conjugam com suas sandices
ideológicas extremadas e sem pé nem cabeça.
Ataques encolerizados nas ruas e na
internet. Ocasiões que se tornam ordinárias, pois agora comuns, constantes e
diárias. Verdadeiros absurdos, porque vivemos em uma democracia, que se
alicerça no Estado de Direito, conforme reza a Constituição de 1988.
A verdade sempre se baseia na realidade, E hoje a realidade da
casa grande de caráter escravocrata deste País é derrubar a presidenta Dilma
Rousseff, da maneira que puder e tiver de ser. Não importa.
O problema dessa gente de ideologia e sentimento pátrio pequeno
e miúdo é que para toda ação há uma reação.
Ou os brucutus, os
homens de neandertal estão a pensar que vão derrubar um governo trabalhista
eleito legalmente, sem que tal poder reaja para se defender?
Será que o Consórcio do
Golpe pensa que o Governo Dilma está isolado, sozinho, sem eira nem beira?
Ledo engano.
O Governo Trabalhista está na defensiva.
Até mesmo sem ação, mas não é covarde e não aceitaria jamais ser
derrubado, porque Dilma Rousseff obteve do povo 54,5 milhões de votos, o PT é
ainda um partido grande e influente, além de sindicatos, entidades estudantis,
OAB, ONGs, movimentos de trabalhadores, como os sem teto e sem terra, bem como
parte influente da classe média, da Igreja Católica, partidos políticos,
setores do Judiciário e do Ministério Público não aceitariam um golpe contra
uma mandatária que não cometeu crimes.
Seria uma vergonha, porque o Brasil,
definitivamente e apesar do complexo de vira-lata dessa "elite"
daninha, subserviente e subalterna aos estrangeiros, não é uma República de
Bananas e muito menos o quintal de uma burguesia totalmente divorciada dos
interesses do Brasil, pois antinacionalista, além de corrupta, patrimonialista
e golpista.
O fato é que o Consórcio
do Golpe tem de pagar para ver e verificar se os militares da ativa estão
também a fim de uma nova aventura, como a de 1964, que acabou muito mal, porque
desmoralizada e odiada.
A verdade é a seguinte: não vai haver
golpe de brucutu de direita com o apoio despolitizado e reacionário de coxinhas
paneleiros de classe média, que ainda, e ridiculamente, reverberam a Guerra
Fria e acreditam que comunistas comem criancinhas e vão implantar o socialismo
científico no Brasil — na razão da União Soviética.
O leitor pensa que é
exagero? Se pensa, não se engane.
Verifique na internet as
sandices, as neuroses e as violências ideológicas, preconceituosas e verbais
dessas pessoas.
Benito Mussolini ficaria
constrangido.
O Brasil é muito maior
do que pensa essa gente de cabeça colonizada.
Infinitamente maior do que
o Consórcio do Golpe.
É isso aí.

