
FCO.LAMBERTO FONTES
Trabalha em JORNALISMO INTERATIVO
Mora em ARAXÁ/MG
1 blogspot, + 2 páginas pessoais no facebook + 1 página no facebook em Jornalismo Denunciador,
+ postagens em + de 90 grupos diversos no facebook, + twitter, + de
1.020 blogs e comunidades no google, + de 572 conexões no LinkedIn.
11 / 03 / 2020
Norma do
Confaz que reduziu ICMS de agrotóxicos
poderá ser suspensa
Deputado
lembra que as políticas de isenção tributária em
agrotóxicos somam quase R$ 10
bilhões por ano
Fonte: Agência Câmara de Notícias
10/03/2020 kiankhoon/DepositPhotos

Para o autor do projeto o benefício tributário incentiva o uso indiscriminado de agrotóxicos
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL 57/20)
anula convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que reduziu em 60% a base de cálculo do Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas interestaduais de diversos insumos
agropecuários, entre eles agrotóxicos (inseticidas, fungicidas, desfolhantes e
outros).
A proposta tramita na Câmara dos Deputados.
A suspensão do Convênio ICMS 100/97
é pedida pelo deputado Célio
Studart (PV-CE), autor do projeto. Para ele, o benefício tributário
incentiva o uso indiscriminado de agrotóxicos entre os produtores rurais,
prejudicando o meio ambiente e a saúde da população.
“O Parlamento brasileiro
não pode ser conivente com este ato”, afirma.
Isenção tributária
Studart citou estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco),
elaborado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que apontam que as
políticas de isenção tributária em agrotóxicos somam quase R$ 10 bilhões por
ano, valor superior ao orçamento do Ministério do Meio Ambiente em 2020, que é
de R$ 2,7 bilhões.
Além de agrotóxicos, o Convênio ICMS 100/97
reduziu a base de cálculo do ICMS para rações para animais, sementes e fosfato,
entre outros insumos.
Tramitação
A
proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e
Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário da
Câmara.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra