FCO.LAMBERTO FONTES
Trabalha em JORNALISMO INTERATIVO
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1.020 blogs e comunidades no google, + de 580 conexões no LinkedIn.
23 / 06 / 2020

Olá,
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por algumas boas notícias em meio ao
caos chamado 2020.
Em abril, fizemos um vídeo sobre o penoso dia a dia dos sepultadores do
cemitério paulista de Vila Formosa, o maior do Brasil. Eles recebem
salário-base de R$ 755 por 12h de trabalho de alto risco. O vídeo
sensibilizou os quatro restaurantes do coletivo Cozinha de Combate, que
decidiu doar 60 quentinhas diariamente para os sepultadores. Além disso, o
projeto Por Nossa Conta passou a entregar 60 cestas básicas e outras 60
cestas de limpeza para esses trabalhadores. O trabalho vai continuar pesado
e arriscado, mas certamente a mobilização é um alento para esses
profissionais invisibilizados, que ficaram comovidos com a
generosidade.
Poucos dias depois, com a publicação do vídeo “O Enem, a favela e o
coronavírus”, uma pessoa doou cinco laptops para o projeto Unifavela,
enquanto outro leitor fez um depósito de mais de R$ 2 mil na conta do
grupo. No ano passado, o Unifavela teve nada menos que 100% dos seus
estudantes aprovados em universidades públicas do Rio de Janeiro.
É por esses e tantos outros motivos que falamos que nosso jornalismo é de
impacto. Toda matéria do
Intercept é feita com o objetivo de gerar algum ganho para a
sociedade. Isso pode ser uma doação, como nos exemplos acima,
mas também pode ser a mudança em uma lei ou a investigação de um
crime.
Há duas semanas, por exemplo, um projeto do deputado federal Nilto Tatto
propôs alteração na Lei Geral das Telecomunicações. Se o projeto virar lei,
as operadoras ficam proibidas de vender dados de deslocamento de usuários,
ainda que “anonimizados”. No texto do PL, Tatto cita a reportagem do
Intercept “Nós identificamos dois clientes dos dados de localização
‘anônimos’ vendidos pela Vivo”, do dia 13 de abril, que chegou à identidade
de dois cidadãos apenas com base em informações de deslocamento vendidas pela
Vivo à Secretaria de Turismo do Espírito Santo. (Pense, por um instante,
nas implicações disso na privacidade de todos nós…)
Nosso trabalho é focado em promover as condições para as mudanças que
queremos ver no mundo. Eu sei que isso parece muito utópico, mas te garanto
que é verdade. A missão do Intercept é fazer jornalismo pautado em
interesse público, direitos humanos e justiça. É isso que a gente faz todos
os dias graças ao apoio de leitores como você.
Nossos leitores espalham nossas reportagens, ajudam a bombar nossas redes
sociais, pressionam autoridades públicas e financiam tudo que fazemos. Sem
essa ajuda, nada acontece. Não haveria quentinhas, doação para o
pré-vestibular ou as inúmeras mudanças que estimulamos na
legislação.
Obrigado por fazer parte da comunidade do Intercept. Espero que esses
resultados te inspirem, assim como fizeram com a gente.
Queremos continuar causando impacto e para isso não contamos com a grana de
publicidade, mas com a cumplicidade de milhares de leitores. Quanto maior o
apoio, mais braços e força teremos para trabalhar pela transformação que
desejamos.
Quer fazer parte disso? Aproveite
essa chance e venha hoje para o jornalismo que muda o mundo!
Um abraço,
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