
21 / 05 / 2021, DO SÉCULO 21
"CPI provou que genocídio
foi causado por um bando
de psicopatas idiotas"
"Ela
deveria ter sido instalada meses atrás.
Teríamos
salvado muita gente",
escreveu o ex-prefeito
247 - "A
CPI deixou claro como um bando de psicopatas idiotas promoveu o maior genocídio
dos últimos cem anos no Brasil. Ela deveria ter sido instalada meses atrás.
Teríamos salvado muito gente", escreveu o ex-prefeito Fernando Haddad, em
seu twitter.
Saiba mais em reportagem
da Reuters:
Por Maria Carolina Marcello
(Reuters)
- A presidente da Comissão de Relações
Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), afirmou nesta terça-feira que o
ex-chanceler Ernesto Araújo é um "negacionista compulsivo" e foi
omisso enquanto esteve à frente da pasta, e pediu que a CPI da Covid aprove
pedido ao Itamaraty para que compartilhe toda a troca de correspondências da
diplomacia brasileira com outros ministérios e também com embaixadas sobre a
pandemia.
Em discurso duro e com muitas
críticas a Araújo durante depoimento do ex-chanceler, a senadora pontuou que a
intenção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado é identificar os
responsáveis dentro do governo federal pelas mortes no país.
"Eu gostaria de pedir, se
for possível, a esta comissão, todas as correspondências tramitadas pelo
sistema interno entre ministérios especificamente sobre vacinas a que esta
comissão possa ter acesso e também as desses ministros para o presidente da
República, porque, com essas comunicações em aberto... nós vamos poder
identificar qual foi o ministro que mais mal influenciou o presidente (Jair
Bolsonaro), qual foi o ministro que mais bem orientou o presidente", disse
a senadora, referindo-se às correspondências entre o Ministério das Relações
Exteriores e as pastas da Economia, Ciência e Tecnologia, Saúde e Casa Civil.
"E nós queremos toda a
comunicação do MRE para as embaixadas no mundo, especialmente dos embaixadores
de onde tem os laboratórios de vacinas. Nós queremos todos os ofícios, todas as
mensagens relacionados à pandemia, à vacina, à cloroquina, à hidroxicloroquina,
ao que tiver. Nós queremos encontrar --não é isso?-- quem são os responsáveis
pela desgraça brasileira da mortandade que ocorreu", afirmou a
parlamentar, acrescentando ter a convicção que essas informações poderão
apontar "quem paralisou as decisões, quem fechou os olhos do presidente
Bolsonaro".
Segundo o presidente da CPI,
senador Omar Aziz (PSD-AM), os requerimentos devem ser votados pela comissão na
quinta-feira.
No depoimento à CPI, o
ex-ministro negou que sua atuação tenha trazido qualquer "percalço" à
obtenção de vacinas, principalmente em relação à China, apesar de ter emitido
queixas oficiais sobre o embaixador chinês no país.
Kátia Abreu foi mais uma,
dentre os que já tiveram a chance de se dirigir ao ex-chanceler durante o
depoimento na CPI, a afirmar que Araújo faltava com a verdade ou omitia
informações.
A senadora citou reunião
ministerial em que Araújo teria feito declarações polêmicas sobre a China ao
ponto de o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a retirada desse trecho da
versão da reunião que foi publicizada para evitar danos aos laços entre o
Brasil e o país asiático.
A parlamentar lembrou que a CPI
poderia pedir a quebra do sigilo para averiguar a fala do ex-titular do
Itamaraty nessa reunião.
A presidente da CRE do Senado
resgatou ainda declarações de Araújo em que afirmava que o país não venderia
sua alma para exportar minério de ferro e soja para a China, ou em outra
ocasião, dessa vez no Fórum Econômico Mundial, em que ele afirmou que o Brasil
iria fechar uma aliança com os Estados Unidos para barrar o
"tecnototalitarismo", em uma outra referência à China. A parlamentar
lembrou ainda artigo do ex-chanceler em que ele menciona o que chamou de
"comunavírus".
"O senhor é um
negacionista compulsivo, omisso!
O senhor no MRE foi uma bússola que nos
direcionou para o caos, para um iceberg, para um naufrágio, bússola que nos
levou para o naufrágio da política internacional, da política externa
brasileira. Foi isso o que o senhor fez", disse a senadora.
"Nós não estamos aqui
acusando o governo federal de corrupção. Nós estamos atrás dos membros do
governo federal que permitiram um número exorbitante de óbitos até agora. E uma
economia que faliu ainda mais por conta de uma pandemia prolongada e mal
administrada, 26 milhões de desempregados, empresas fechando, uma economia no
chão, um endividamento das famílias exorbitante. Tudo é um complexo que precisa
ser responsabilizado, encontrados aqueles que nos prejudicaram", defendeu
a parlamentar.
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