
FCO.LAMBERTO FONTES
Trabalha em JORNALISMO INTERATIVO
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08 / 06 / 2021, DO SÉCULO 21
responder a: The Intercept Brasil <newsletter.brasil@emails.theintercept.com>
para:
https://realidadenojornalismo.blogspot.com/
data:8 de jun. de 2021 13:36
assunto: A polícia bateu na
nossa porta
lista de e-mails: 43fc0c0fce9292d8bed09ca27mc
list
<43fc0c0fce9292d8bed09ca27.139381.list-id.mcsv.net>
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Terça-feira,
8 de junho de 2021
A polícia
bateu na
nossa porta
|
Até quando será possível se
expressar livremente no Brasil?
Até quando jornalistas
poderão trabalhar sem medo de serem processados, investigados ou
intimidados pelo direito penal subterrâneo que se tornou corriqueiro
nesses tempos sombrios que vivemos?
Não sabemos as respostas para essas perguntas. Mas temos certeza de
que a cada dia estamos mais perto do pleno estado de exceção tão
desejado pela extrema direita brasileira. Na última semana demos mais
um passo nesse sentido. A polícia política bateu na nossa
porta.
Leandro Demori, nosso editor-executivo, foi intimado a depor na
próxima quinta-feira por conta de uma newsletter enviada no dia 8 de
maio sobre a atuação da Coordenadoria de Recursos Especiais da
Polícia Civil do Rio de Janeiro (Core) na chacina do
Jacarezinho.
Só o atual contexto político e um Estado policialesco podem
explicar essa intimação.
Leandro é um jornalista no livre exercício de sua profissão e que
divulgou informações apuradas e de grande interesse público.
Publicamos o texto hoje em nosso site e queremos que todos
leiam (clique aqui para ler).
É uma denúncia grave que,
em uma sociedade democrática, deveria gerar investigação contra
aqueles que podem estar envolvidos em dezenas de assassinatos!
Mas não.
No Brasil de 2021, é o
jornalista que fez a denúncia que terá que se explicar para a
polícia.
O procedimento instaurado
contra Leandro não é novidade e não é o único. A Delegacia de
Repressão a Crimes de Informática (DRCI) já intimou o influenciador
Felipe Neto e os jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos em
outras ocasiões igualmente ridículas. Aparentemente, a DRCI se tornou
a polícia do pensamento da Nova Era.
O que não falta é crime na internet para ser investigado.
A polícia poderia estar de
olho em quem dissemina discurso de ódio nas redes ou naqueles que
ganham dinheiro divulgando remédios sem eficácia comprovada contra a
covid-19. Quantas vidas foram perdidas por conta da rede de
desinformação que se formou na pandemia? Por que a polícia não tem
interesse nesses e em outros crimes graves? Por que o foco é vigiar
opinião, idéias e apuração jornalística?
As respostas a essas perguntas eu deixo por sua conta.
O Intercept sabe que precisa tomar cada vez mais
cuidado com o que publica e as denúncias que realiza. O que não
significa que vamos parar ou diminuir o ritmo. Muito pelo
contrário. Enquanto ainda for possível exercer o que resta do
nosso direito de investigar, preservar o sigilo de fonte e revelar os
esquemas e ideias que eles querem esconder, nós vamos nos manter de
pé nesta batalha.
Mas nós não podemos fazer isso sozinhos.
É fácil ir pra cima de um
jornalista.
É bem mais difícil deter um
movimento.
A comunidade que conseguimos formar com nossos leitores é a maior do
país e é ela que nos protege. Sempre que nosso trabalho é divulgado,
compartilhado e que recebemos o apoio de pessoas como você, essa rede
se fortalece. Chegamos a um ponto em que precisamos dela ainda maior.
Lembre-se: 2022 está logo ali.
Queremos você ao nosso lado contra esse
inquérito absurdo e em todos que ainda virão. Você pode nos ajudar
encaminhando esta denúncia e o texto que publicamos hoje para seus
contatos. Você também pode fazer uma doação para o TIB. É o apoio que
vem dos nossos leitores que nos permite fazer esse trabalho pagando
redatores, produtores, advogados, jornalistas. Fazer jornalismo
independente e destemido é custoso e o Intercept precisa manter a
estrutura que garante condições seguras para seus profissionais.
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Um abraço,
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Samanta do Carmo Coordenadora de Redação
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